Como funciona o seguro fiança para alugar um imóvel

seguro fiança
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Ao procurar por apartamentos para alugar é normal pesquisar também, não só as formas de pagamento, como todos os custos que sejam relativos ao aluguel. Para atender um dos principais itens dessa negociação, é importante entender como funciona uma das formas de garantia, o seguro fiança.

A garantia de pagamento é um dos requisitos mais comuns para fechar um contrato de aluguel de imóvel — seja diretamente com o proprietário ou com uma imobiliária como intermediária — é preciso que exista um fiador ou então, que seja realizado um depósito de caução.

No entanto, é difícil encontrar quem queira fazer esse papel, já que se trata de uma pessoa que assumirá sua dívida caso você deixe de pagar o valor determinado em contrato.

O seguro fiança então surge para dispensar a necessidade de contar com um fiador e pode ser de grande ajuda para quem tem pressa para encontrar apartamentos ou casas para alugar. Ficou interessado? Quer entender mais sobre o assunto? Então prossiga com a leitura para entender tudo isso e, assim, fazer a melhor escolha!

O que é o seguro fiança

O seguro finança é uma solução financeira para garantir a viabilidade de pagamentos relacionados ao contrato de aluguel de imóveis. Essa é uma forma que foi criada para reduzir os índices de inadimplência e aumentar o fechamento de contratos de locação.

Uma vez que terceiros não precisam se responsabilizar financeiramente para o fechamento de um contrato de aluguel, isso viabiliza que uma pessoa possa alugar um imóvel pagando um valor mensal proporcionalmente calculado de acordo com o preço da locação.

Diferente do depósito caução, o seguro fiança ou seguro aluguel é uma despesa fixa mensal para o inquilino, já que é uma garantia de que em caso de falta de pagamento, a operadora de seguro contratada irá custear os valores.

Quais as diferenças entre o seguro fiança e o fiador

O fiador é uma pessoa a qual é inserida em um contrato de aluguel, que não é nem o contratante e nem a empresa contratada, mas que se responsabilizada pelas obrigações financeiras assumidas pelo contratante.

Na prática, o fiador é o detentor das dívidas produzidas pelo contratado caso ele não pague o aluguel, condomínio ou cause prejuízos ao imóvel. Para isso, o fiador apresentação seus bens e a comprovação de renda para garantir que poderá arcar com possíveis dívidas.

A diferença entre o aluguel com fiador e com o seguro fiança é que a pessoa terceira não precisa existir no contrato, não existe transferência de responsabilidade. Mediante o pagamento mensal do seguro, o inquilino não precisa se preocupar caso não tenha como honrar com os seus compromissos financeiros assumidos em contrato.

Coberturas do seguro fiança

O seguro fiança é uma solução financeira para garantir ao proprietário do imóvel o pagamento dos valores devidos pelo inquilino. Atualmente, as operadoras desse tipo seguro oferecem quatro tipos de cobertura:

Cobertura básica: cobre os custos de aluguel e encargos de locação vencidos, taxa de condomínio e, em caso de ação judicial, ressarcimento de gastos com honorários e despesas relacionadas com a ação de despejo;

Cobertura adicional de multas por rescisão de contrato: custeia o valor da multa de rescisão amigável e reembolso de gastos com ações judiciais;

Cobertura adicional de danos físicos ao imóvel: após decisão judicial contra o inquilino, o seguro custeia danos que precisam de reparos ou reposição no imóvel, além de reembolsar os gastos processuais e os honorários.

Cobertura adicional para danos à pintura do imóvel: em caso de danos causados pelo inquilino e reconhecidos em juízo, o seguro faz o pagamento da restauração e reembolsa custas processuais e honorários do proprietário.

Via de regra, as imobiliárias costumam contratar apenas a cobertura básica para resguardar o proprietário de possíveis prejuízos causados pela falta de pagamento do aluguel.

No entanto, é importante frisar que, quanto mais coberturas adicionais houver no seguro fiança, mais caro será o valor mensal cobrado para o inquilino, que pode ser pessoa física ou jurídica.

Entenda quando alugar um imóvel é a melhor opção

Algumas pessoas acreditam que o aluguel nunca será a melhor opção, pois é um gasto que está sempre presente no orçamento — tanto que é comum que, após algum tempo, as famílias comecem a juntar dinheiro para dar entrada na casa própria.

Porém, essa realidade não se aplica a todas às pessoas fazendo com que o aluguel seja a melhor opção, pelo menos em um primeiro momento, até que seja possível ser dono do seu próprio imóvel. Afinal, nem sempre é possível pagar por um imóvel enquanto se vive em outro local que não seja alugado.

Buscar por kitnets para alugar é uma boa opção para quem deseja morar sozinho, mas precisa destinar boa parte de sua renda para outro investimento, como os estudos. Apartamentos e casas também são boas escolhas para quem está iniciando uma família ou deseja deixar a casa dos pais para dividir o aluguel com um amigo.

Assim, o aluguel é uma alternativa a ser considerada por quem ainda não tem dinheiro para comprar a casa própria e não desfruta de recursos para fazer um financiamento logo de início. Além disso, se torna uma ótima forma de conhecer bairros e diversos tipos de residência até finalmente decidir onde deseja fixar moradia.

Essa preparação pode ser uma grande estratégia para você tomar uma decisão mais acertada quando finalmente for ter uma casa ou apartamento para chamar de seu. Por isso, não seja afoito e também aproveite as oportunidades e o aprendizado que morar de aluguel pode oferecer a você. Prossiga com a leitura para continuar conhecendo mais sobre o assunto.

Saiba o que é preciso para alugar um imóvel

Para alugar um imóvel é preciso correr atrás de algumas documentações, de forma que o contrato possa ser assinado com segurança. O locatário tem o dever de apresentar cópias da carteira de identidade e CPF, sendo que, caso seja casado, também é necessário apresentar os documentos do cônjuge.

Além disso, deve constar um comprovante de residência, sendo de preferência uma conta de água ou luz, e um comprovante de rendimento que equivalha a pelo menos 3 vezes o valor do aluguel do imóvel.

No caso de se optar por fiadores, será preciso também apresentar a documentação dessas pessoas, incluindo cópias do RG e CPF, certidão de casamento — se casados —, comprovante de residência, de rendimento (também 3 vezes superior ao valor do aluguel) e de que é dono de um imóvel e o último IPTU do mesmo.

Já no caso do seguro fiança, a grande vantagem está na possibilidade de poder dispensar toda essa documentação referente ao fiador — além, é claro, da questão de que muitas pessoas têm receio quanto de se responsabilizarem por qualquer malfeito de outrem no pagamento e demais requisições de se morar em um imóvel alugado.

Saiba quais são as vantagens de alugar sem fiador

Conseguir alugar sem fiador é a solução ideal, porque assim evita o problema da busca por alguém disposto a assumir esse papel intermediário, sem contar que oferece diversas vantagens tanto para locatário quanto para o dono do imóvel. O seguro substitui o fiador e garante que as parcelas de aluguel serão pagas até o fim do contrato — no fim das contas, essa é a maior preocupação de qualquer locador.

A comodidade também é outra vantagem desse tipo de seguro, que oferece cobertura contra danos causados ao imóvel e cobre todos os custos envolvidos no despejo, em caso de inadimplência a longo prazo. Alguns seguros cobrem também pintura e manutenções elétricas e da parte hidráulica da casa.

Além disso, a principal vantagem de se optar pelo seguro fiança em vez do fiador está na questão da agilidade para o fechamento de contrato. A apólice pode ser liberada muito antes de se conseguir algum interessado em ser fiador. É preciso apenas comprovar para a seguradora que o locatário tem recursos financeiros que permitam alugar o imóvel em que está interessado. Afinal, se o proprietário tem segurança na negociação não terá motivo para ficar receoso em fechar o contrato com o locatário.

Em suma, os benefícios associados ao seguro fiança são:

  • evita o constrangimento de ter que buscar por um fiador para que você consiga alugar o imóvel que deseja;
  • com o seguro fica muito mais fácil fechar o contrato, já que a imobiliária ou o locador saberão que podem contar com o pagamento do aluguel;
  • não haverá a necessidade do depósito caução, já que o próprio seguro se torna uma garantia na negociação;
  • algumas seguradoras oferecem coberturas para além dos reparos mais comuns e incluem até dedetização e descontos no transporte de mudança.

Contar com toda essa comodidade faz com que você não só agilize o fechamento do contrato e garanta a estadia naquele imóvel que deseja morar como terá a tranquilidade de saber que a quaisquer reveses que possa enfrentar no pagamento do aluguel eles poderão ser solucionados pelo seguro. Isso é algo que pode beneficiar tanto o inquilino como o locador e, por isso, é tão eficaz nas negociações.

Entenda como funciona o seguro fiança

O seguro fiança funciona de forma bastante simples e beneficia ambas as partes envolvidas. É contratado pelo inquilino no momento em que este decide alugar o imóvel e tem o custo médio de um aluguel e meio a dois por ano. Sua vigência é igual à do contrato de aluguel, ou seja, enquanto o imóvel permanecer alugado por esse inquilino, o seguro fiança estará em vigência.

Quem decide o tipo de seguro e qual a cobertura é o dono do imóvel e não o inquilino. Vale comentar que quanto mais completo o plano escolhido, mais alto o valor, o que pode dificultar o aluguel do imóvel. O ideal é optar por algo que seja benéfico tanto para o locatário quanto para o locador.

Para a contratação da apólice é preciso ter rendimento mínimo de 3 a 4 vezes o valor do aluguel. No entanto, esse montante pode ser considerado a soma das finanças de todos que residirão no local — e não apenas de uma única pessoa.

Em caso de inadimplência o proprietário pode então acionar o seguro e assim receber o valor devido em até um mês. As parcelas seguintes continuarão sendo pagas pela seguradora até que o locatário consiga regularizar sua situação. Caso isso não ocorra, poderá acontecer uma situação de despejo, na qual todos os custos serão cobertos pela seguradora.

documentação necessária para adquirir o seguro fiança envolve cópias de CPF e RG, comprovante de pagamento dos últimos 3 aluguéis para quem já vive de aluguel anteriormente e cópia dos últimos 3 holerites.

Outra questão importante de ser mencionada é que, dependendo da apólice contratada no seguro fiança e das coberturas escolhidas, você ainda pode ter a tranquilidade de não ter que arcar diretamente com as contas de água, luz, condomínio, aluguel, danos ao imóvel e multa de contrato, que podem variar de 6% a 12% do valor do imóvel.

Esse é um ponto que certamente pesa no bolso do inquilino, então poder estar com as finanças equilibradas por meio do seguro fiança pode valer a pena.

Além disso, é importante ressaltar que no mercado imobiliário se deve tomar cuidado para que o barato não saia caro, como bem avisa o ditado popular — isso porque às vezes a pessoa que busca um imóvel para aluguel ou mesmo compra pensa que gastará menos se fizer tudo sozinha, sem a ajuda de uma imobiliária.

Na verdade, se você não tomar cuidado, poderá meter os pés pelas mãos e se complicar com os valores a serem pagos diretamente do seu bolso e que não estavam previstos no orçamento e planejamento financeiro. Contando com profissionais do mercado de imóveis você poderá ter a tranquilidade de que está negociando de forma correta e segura, evitando alguns contratempos.

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